quinta-feira, 21 de novembro de 2013

PORQUE LAVAR AS MÃOS SALVAM VIDAS!

Em homenagem ao Dia Nacional da Umbanda, institucionalizaconvite 1do pelo Decreto Lei 12.644, de 16 de maio de 2012, o ILÊ AXÉ XANGÔ AGANJU, realizou encontro de acolhimento da comunidade e o Sistema Público de Saúde_ SUS.

As mãos têm grande importância para os rituais da Matriz Africana. É através das mãos que se transmite o axé, se massera as ervas,

a Mãe de Santo_ aquela que cuida do ori-axé_ fazem isso pondo a mão na cabeça dos seus filhos sagrados. As mãos são importantes,

também, na vida do homem: elas são usadas para lavar o rosto, pegar os instrumentos de trabalho na roça, levar a comida à boca, acariciar

as crianças, escrever, coçar, acenar.

Na mitologia africana não há conceito para “o bem e o mal”, tudo o que fazemos tem consequências, e por essas consequências somos responsáveis. Se praticamos saúde, teremos saúde como resultado; se praticamos doença, doença teremos como resultado.

Podemos afirmar que nossas mãos transmitem tanto o bem quanto o mal.

1479021_179922725542089_574580644_nQuando alimentamos o cachorrinho de estimação, pondo um biscoito em sua boca, e logo depois acariciamos a pessoa amada que  está conosco, ou levamos a mão a nossa boca, isso é bom ou mau? A mão precisa ser limpada, lavada com bastante água e sabão, pois nesse simples movimento poderá estar infectando nosso corpo ou de outra pessoa com milhões de bactérias nocivas.

A comunidade do Village Campestre II, compareceu e participou atentamente das orientações da Unidade da Saúde da Família (USF), do Sistema Único de Saúde, cuja gestão é de responsabilidade do Município de Maceió, através da Secretaria Municipal da Saúde.1424522_179919742209054_2067596307_n

E o povo vai se aprochegando, se ajeitando no salão do terreiro de Xangô…

As orientações passam pela conversação, a oralidade e o fazer prático para memorizar o que foi ensinado ou orientado.1425592_179920042209024_119532848_n

O Sistema Único de Saúde_ SUS, tem como princípios a UNIVERSALIDADE, ou seja é para todos, independente de credo, cor, etnia, gênero, cultura; a INTEGRALIDADE, ou seja, faz a saúde toda, do começo ao fim. Para isso tem que compreender aonde está e quem é o seu usuário, sua cultura, religião, etnia, cor, se é homem ou mulher, criança ou adulto ou mais velho, qual a sua orientação sexual, por que não somos todos iguais; e a EQUIDADE, ou seja, o sistema público de saúde, tendo claro que somos diferentes, busca a realizar um serviço que atenda as necessidades de todos (os diferentes) da mesma forma, buscando a harmonização, o equilíbrio. Por isso o tratamento diferenciado para homens e mulheres, crianças – idosos e adultos, homossexuais e heteros, negros, índios, ciganos, pessoas com deficiência, mulheres grávidas e mulheres jovens. TUDO faz parte do Sistema e ele tem que olhar sempre para todos, e todos_ através da participação social e ‘'do controle social, devem permanentemente olhar para o sistema.

Sabendo que se não lavarmos as mãos podemos transmitir doenças para nosso corpo e também para outras pessoas, entendemos que a PREVENÇÃO é o melhor remédio.

Lavar as mãos é um hábito que vamos praticar todos os dias, no entanto, para que o corpo fique saudável, sem veminoses, a equipe da Unidade de Saúde Familiar_ USF, ministrou a distribuição de anti-helmíticos, que são remédios que combatem os vermes, gerados por bactérias que entram em nosso corpo, principalmente, PELAS MÃOS mal-lavadas.

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“A Família do Ilê Axé Xangô Aganju acolhe o SUS,  e estabelece parceria com o poder Público”, diz Marcelle de Xangô, Iyalorixá do Terreiro.

Fotos de Marcelle Bulhões e Isis Lessa

segunda-feira, 10 de junho de 2013

EQUIPE DO CENTRO DE REFERÊNCIA  EM CIDADANIA  E DIREITOS HUMANOS E DA MULHER DE ALAGOAS, realiza Oficina de palestras no Ilê Axé Xangô Aganjú - Maceió/AL.



Prefeito Rui Palmeira criará órgão para o trato da questão racial, em Maceió.

A Secretária Executiva do Gabinete do prefeito Rui Palmeira, Adriana Toledo representou o prefeito Rui Palmeira à mesa de abertura da Sessão Diálogos: “Os 125 anos da Abolição Inconclusa e as Perspectivas Contemporâneas dos Direitos Humanos”, que aconteceu dia 07 de junho, no auditório da Federação das Indústrias do Estado de Alagoas e reafirmou a intenção do governo do município em estruturar um órgão, que pretende efetivar a aplicação e monitoramento de políticas públicas, como   ações afirmativas de reparação e combate às desigualdades sociais, resultantes do processo histórico de exclusão e discriminação, voltadas para a população negra maceioense.
Anteriormente no dia 13 de maio, o prefeito Rui Palmeira já tinha se reunido com representantes do movimento alagoano, dentre eles o Instituto Raízes de Áfricas,  para debater o tema e nesse encontro já tinha afirmado a intenção para a criação do  órgão.
De acordo com Adriana, a intenção é garantir as  políticas públicas relativas aos direitos humanos na gestão Rui Palmeira. "Vamos pensar políticas públicas de forma unificada e, desta forma, otimizar os resultados e garantir uma cidade que preze pelo respeito e pela igualdade”, declarou.
O formato do órgão será montado a partir das experiências de outros municípios brasileiros que serão  expostas em Seminário,  a ser realizado pela Prefeitura de Maceió.  
A mesa de abertura foi composta pela coordenadora do Instituto Raízes de Áfricas, Arísia Barros, Mário Theodoro- consultor do Senado Federal, Adriana Toledo representando o prefeito Rui Palmeira, Rosário de Fátima representando a Secretária Ana Dayse Dórea.
Sobre a Sessão Diálogos.
A Sessão Diálogos: “Os 125 anos da Abolição Inconclusa e as Perspectivas Contemporâneas dos Direitos Humanos”, como formação continuada foi  aberta a todos os públicos e  traz como  objetivo instrumentalizar processos em favor  dos interesses  da população negra , no desenho e desenvolvimento das políticas públicas, nas estruturas de governo, como também alertar para  necessidades de continuidade desses mesmos processos.
Iniciativa do Instituto Raízes de Áfricas a Sessão Diálogo contou com o apoio do Senado Federal, SECADI/MEC, Fundação Cultural Palmares, Federação das Indústrias do Estado de Alagoas, Prefeitura de Maceió, Secretaria de Estado da Mulher da Cidadania e dos Direitos Humanos, Sindicato dos Trabalhadores da UFAL – e  Municipal da Condição Feminina.

segunda-feira, 13 de maio de 2013

II ENCONTRO DE MULHERES DE TERREIRO DO NORDESTE E III ENCONTRO DE MULHERES DE TERREIRO DA PARAÍBA


Evento realizado em João Pessoa, contado com um grande numero de mulheres, onde os estados representados foram: Alagoas, Pernambuco, Paraíba e Maranhão.
Foi relatado alguns casos de violência as casas de Axé e encaminhada para o Ministério Público da Paraíba.
Com as presenças de Iya Marcelle de Xango ( Alagoas), Doné Renilda de Oxóssi , Mãe Mércia de Oxum ( In memorian), Mãe Gisélia de Oya, Mãe Dorioman,Mãe Izabel Barrozo Mãe Graça de Yemonja, Iyakekere Ana de Oxum, Mãe Chaguinha, Mãe Jurema preta, Ekedjis Laura Berquo, Ekedji Ronacélia, Ekedji Tãnia Maria de Oya, Ekedji Goreti Yalode  e IyaDagã Dulce todas da Paraíba. Mãe Lúcia de Oya, Mãe Fernanda de Osun,  Iyabasse Regina Barone e Ekedji Marcia de Nanã.






terça-feira, 16 de abril de 2013

MPE se reúne com líderes de religiões de matriz africana e discute combate à intolerância

ESCRITO POR RAFAEL CAVALCANTI BARRETO | 16 ABRIL 2013
POSTADO EM NOTÍCIAS EM DESTAQUE

 

Para os seguidores de religião de matriz africana, 'Xangô', orixá da Justiça, ajudou para que o evento desta terça-feira (16) fosse realizado. E o encontro foi, de fato, esclarecedor e teve um caráter educacional importante. Durante toda a manhã, no terreiro Ilê Axé Legionirê Nitó Xoroquê, localizado no complexo Benedito Bentes II, ocorreu a 1ª reunião da 61ª Promotoria de Justiça da Capital com pessoas ligadas ao Candomblé e a Umbanda. O encontro foi proposto pelo titular da referida Promotoria, promotor Flávio Gomes da Costa, e teve o objetivo de apresentar o Ministério Público Estadual de Alagoas aos pais e mães de santo e saber de que forma o MPE pode atuar no combate ao preconceito e à intolerância religiosos.

"Resolvemos fazer a audiência pública numa casa de santo exatamente para mostrar aos representantes das religiões afrodescendentes que nós estamos à disposição deles para ajudar naquilo que for necessário. Vamos agir no sentindo de exigir o fim do preconceito contra os credos de matriz africana e trabalhar para que tais comunidades possam exercer a sua profissão de fé em paz. O MPE quer respeito à liberdade religiosa, acima de qualquer coisa”, defendeu Flávio Gomes.

“Estamos muito felizes com essa iniciativa do Ministério Público. Apenas para que a sociedade tenha uma ideia do tamanho do preconceito que sofremos, há pessoas da nossa própria religião que têm medo de dizer lá fora que é do Candomblé. Elas sabem que serão alvo da intolerância de muitos cidadãos e, para evitar situações constrangedoras, negam suas origens, o que é péssimo para nós. Com essa abertura que nos foi dada, a partir deste momento, já sabemos a quem devemos recorrer quando precisarmos”, declarou a yalorixá mãe Zázi.

Para o superintendente de Cidadania e Direitos Humanos da Secretaria de Estado da Mulher, Cidadania e Direitos Humanos, Geraldo Magela, o MPE foi pioneiro nesse tipo de comportamento. “É inovador. Nunca antes na história do Ministério Público houve uma audiência desse tipo dentro de um terreiro. Isso mostra que a instituição quer se aproximar do povo, independentemente de crença, raça, ideologia. Se o Estado já vinha contando com a parceria do MPE em determinadas situações de intolerância, agora então, esses laços serão estreitados, certamente. E garanto que a nossa parte continuará sendo feita de forma que consigamos atender aos anseios dessas comunidades”, disse ele.

O encontro foi encerrado com a apresentação de um ritual. “Foi um momento de agradecimento pelo sinal de respeito e consideração repassamos a nós. Finalmente teremos a oportunidade de mostrar para Alagoas que nós fazemos parte de religiões que também existem para trazer e levar o bem. Não participamos de rituais de magia negra, não cultuamos o diabo e nem fazemos quaisquer coisas que possam prejudicar outra pessoa. Reverenciamos nossos orixás, nossos cultos são aos desuses da natureza e todas as cerimônias realizadas são para buscar energias positivas”, esclareceu o pai Manoel, dono da casa de santo Ilê Axé Legionirê Nitó Xoroquê.

Comunidades tradicionais de Matriz Africana lutam para se manter vivas

No processo de luta pelas suas sobrevivências física, social e cultural, os seguidores de religiões de matriz africana utilizam variadas estratégias para não deixar que seus credos caiam no esquecimento e se descaracterizem. "Eles continuam brigando pela preservação e reinvenção das práticas tradicionais. Territórios de resistência política e cultural foram criados como espaços de enfrentamento da violência, do fortalecimento da identidade, da memória coletiva e de vivência das tradições de matriz africana. Entretanto, sobre essas comunidades, lideranças e demais integrantes, tem incidido, historicamente, extrema brutalidade em função do racismo e suas mazelas, pela negação de valor, de humanidade à ancestralidade africana no Brasil e o MPE não vai aceitar que aceitar que esse tipo de preconceito continue existindo", alertou Flávio Gomes.